Vou só postar a seguinte afirmação da chanceler alemã. Ela, naturalmente, alinha com a mentira tal como todos os outros governos ocidentais, mas aqui o que me importa referir é o eufemismo «aliviar a situação humanitária». O massacre do povo palestiniano, concretamente, na Faixa de Gaza, onde cerca de 1 milhão e meio de seres humanos se vê privado de comida, trabalho, água potável, combustível, medicamentos, cuidados de saúde básica, terra arável, etc, por sofrer de um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo há mais de ano e meio perpretado pelo governo israelita (eu gosto de reforçar a ideia de que é o governo israelita e não o povo israelita uma vez que este, maioritariamente não está de acordo com a intervenção) é visto como uma «situação humanitária» que importa «aliviar»! Pois!...
Ângela Merkel diz que Israel tem direito a defender-se
Chanceler alemã responsabiliza o Hamas pela violência em Gaza
29.12.2008 - 14h39 AFP
(...)
«Merkel também pediu a Olmer para fazer “tudo o que é possível” para evitar vítimas civis nas operações israelitas, e tomar as medidas possíveis para aliviar a situação humanitária”.»
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Batemo-nos com superioridade moral!
Israel continua com os seus sonhos imperialistas e argumenta com o 5º princípio de propaganda de guerra.
Ministro da Defesa no Parlamento
Israel declara guerra sem misericórdia contra o Hamas 29.12.2008 - 10h22 Reuters, PÚBLICO
Israel está envolvido numa guerra “sem misericórdia” contra o movimento islamista Hamas na Faixa de Gaza, disse hoje o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, no Parlamento.“Não temos nada contra os habitantes de Gaza, mas estamos envolvidos numa guerra sem misericórdia contra o Hamas e os seus aliados”, disse Ehud Barak.“ A contenção que temos observado é uma fonte de força. Batemo-nos com superioridade moral. Eles atiram sobre civis deliberadamente. Nós perseguimos os terroristas e evitamos tanto quanto possível atingir civis, enquanto os elementos do Hamas actuam e escondem-se intencionalmente no seio da população”, acrescentou o ministro da Defesa.“Para nossa grande pena, há vítimas civis, apesar de não serem muito numerosas. Nós não queremos atingir mulheres, crianças, homens, e não impedimos a ajuda humanitária.
Ministro da Defesa no Parlamento
Israel declara guerra sem misericórdia contra o Hamas 29.12.2008 - 10h22 Reuters, PÚBLICO
Israel está envolvido numa guerra “sem misericórdia” contra o movimento islamista Hamas na Faixa de Gaza, disse hoje o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, no Parlamento.“Não temos nada contra os habitantes de Gaza, mas estamos envolvidos numa guerra sem misericórdia contra o Hamas e os seus aliados”, disse Ehud Barak.“ A contenção que temos observado é uma fonte de força. Batemo-nos com superioridade moral. Eles atiram sobre civis deliberadamente. Nós perseguimos os terroristas e evitamos tanto quanto possível atingir civis, enquanto os elementos do Hamas actuam e escondem-se intencionalmente no seio da população”, acrescentou o ministro da Defesa.“Para nossa grande pena, há vítimas civis, apesar de não serem muito numerosas. Nós não queremos atingir mulheres, crianças, homens, e não impedimos a ajuda humanitária.
sábado, 18 de outubro de 2008
«05. O inimigo provoca conscientemente atrocidades»
«Os relatos das atrocidades cometidas pelo inimigo constituem um elemento essencial da propaganda de guerra.
Isto evidentemente não quer dizer que não existem atrocidades durante as guerras. Muito pelo contrário, os assassínios, os roubos à mão armada, os incêndios, as pilhagens e as violações parecem ser - infelizmente - a moeda corrente em todas as circunstâncias de guerra e a prática de todos os exércitos, desde a Antiguidade até às guerras do século XXI.
O que é específico da propaganda de guerra é fazer crer que estes factos só são usuais no inimigo, enquanto o nosso próprio exército está ao serviço da população, mesmo inimiga, e é amado por ela.
A criminalidade desviante torna-se o próprio símbolo apenas do exército inimigo, composto essencialmente por patifes sem escrúpulos.»
(...)
«As palavras têm um peso: para o nosso campo fala-se de libertação do território, de deslocações de populações, de cemitérios, de informação. Quando se trata do outro campo, é necessário substituir sistematicamente estes termos por ocupação, limpeza étnica ou genocídio, valas e propaganda.
(...)
Mas o facto é que a própria essência da guerra é a violência, para todos os beligerantes. É utópico querer que ela seja humana e moderada. Ela não pode ser humanizada. Contrariamente ao que afirma a propaganda de guerra, não existe maneira cavaleiresca de a travar.
Este princípio é essencial para obter a adesão da opinião pública. Entrou em todas as guerras do século XX, opondo ogres inimigos, que violam as mulheres e as mutilam voluntariamente, aos nossos bons soldados, que são esperados com alegria pelos civis inimigos, se apressam a protegê-los e alimentá-los, quando não a acorrer em socorro dos feridos inimigos.
Infelizmente, esta imagem edificante corresponde tão pouco às guerras recentes como às guerras do passado.
(...)
É claro que as palavras têm um peso, e quando se fala dos nossos soldados que libertam Bagdad ou protegem Kabul, isso é infinitamente menos pesado que falar de tropas de ocupação.
As imagens de libertação foram cuidadosamente encenadas com a ajuda de material militar (para derrubar a famosa estátua diante do hotel Palestina), de figurantes (próximos de Ahmed Chalabi) e mesmo de gadgets trazidos pelos
libertadores (t-shirts, bandeiras, emblemas...).
A mediatização da distribuição de alimentos pelos soldados da NATO no Afeganistão reforça junto do público ocidental a ideia de os nossos soldados lá estão para fazer a felicidade da população.
Pelo contrário, a soldadesca iraquiana teria apunhalado e espancado uma pobre rapariga americana chamada Jessica Lynch, até à sua libertação por um pelotão de rangers. Esta libertação supermediatizada, embora tenha reconfortado o moral da América, em nada correspondia à realidade. A BBC revelou que a jovem soldada, longe de ser molestada, tinha beneficiado da melhor cama do hospital e de duas transfusões de sangue e que por conseguinte a invasão do hospital de Nassiriya era apenas um show mediático.»
(...)
«Já Voltaire dizia nos seus Contos Filosóficos: "Não há leis da guerra. O mal que ela não faz, é o temor ou o interesse que o trava."
No entanto, o sexto princípio da propaganda afirma que o inimigo -e só ele- não respeita estas leis da guerra e utiliza estratégias e armas não autorizadas.»
Isto evidentemente não quer dizer que não existem atrocidades durante as guerras. Muito pelo contrário, os assassínios, os roubos à mão armada, os incêndios, as pilhagens e as violações parecem ser - infelizmente - a moeda corrente em todas as circunstâncias de guerra e a prática de todos os exércitos, desde a Antiguidade até às guerras do século XXI.
O que é específico da propaganda de guerra é fazer crer que estes factos só são usuais no inimigo, enquanto o nosso próprio exército está ao serviço da população, mesmo inimiga, e é amado por ela.
A criminalidade desviante torna-se o próprio símbolo apenas do exército inimigo, composto essencialmente por patifes sem escrúpulos.»
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«As palavras têm um peso: para o nosso campo fala-se de libertação do território, de deslocações de populações, de cemitérios, de informação. Quando se trata do outro campo, é necessário substituir sistematicamente estes termos por ocupação, limpeza étnica ou genocídio, valas e propaganda.
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Mas o facto é que a própria essência da guerra é a violência, para todos os beligerantes. É utópico querer que ela seja humana e moderada. Ela não pode ser humanizada. Contrariamente ao que afirma a propaganda de guerra, não existe maneira cavaleiresca de a travar.
Este princípio é essencial para obter a adesão da opinião pública. Entrou em todas as guerras do século XX, opondo ogres inimigos, que violam as mulheres e as mutilam voluntariamente, aos nossos bons soldados, que são esperados com alegria pelos civis inimigos, se apressam a protegê-los e alimentá-los, quando não a acorrer em socorro dos feridos inimigos.
Infelizmente, esta imagem edificante corresponde tão pouco às guerras recentes como às guerras do passado.
(...)
É claro que as palavras têm um peso, e quando se fala dos nossos soldados que libertam Bagdad ou protegem Kabul, isso é infinitamente menos pesado que falar de tropas de ocupação.
As imagens de libertação foram cuidadosamente encenadas com a ajuda de material militar (para derrubar a famosa estátua diante do hotel Palestina), de figurantes (próximos de Ahmed Chalabi) e mesmo de gadgets trazidos pelos
libertadores (t-shirts, bandeiras, emblemas...).A mediatização da distribuição de alimentos pelos soldados da NATO no Afeganistão reforça junto do público ocidental a ideia de os nossos soldados lá estão para fazer a felicidade da população.
Pelo contrário, a soldadesca iraquiana teria apunhalado e espancado uma pobre rapariga americana chamada Jessica Lynch, até à sua libertação por um pelotão de rangers. Esta libertação supermediatizada, embora tenha reconfortado o moral da América, em nada correspondia à realidade. A BBC revelou que a jovem soldada, longe de ser molestada, tinha beneficiado da melhor cama do hospital e de duas transfusões de sangue e que por conseguinte a invasão do hospital de Nassiriya era apenas um show mediático.»
(...)
«Já Voltaire dizia nos seus Contos Filosóficos: "Não há leis da guerra. O mal que ela não faz, é o temor ou o interesse que o trava."
No entanto, o sexto princípio da propaganda afirma que o inimigo -e só ele- não respeita estas leis da guerra e utiliza estratégias e armas não autorizadas.»
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